'Holanda B'? Apenas um jogador de Curaçao, estreante da Copa, não nasceu no país europeu; entenda

  • 14/06/2026
(Foto: Reprodução)
Seleção de Curaçao Reprodução A seleção de Curaçao, o menor país da Copa do Mundo de futebol de 2026, chamou atenção por um detalhe curioso em seu elenco: entre os 26 jogadores, apenas um deles nasceu na ilha caribenha e o restante, na Holanda. Essa estatística faz com que o país seja disparado o que mais tem jogadores nascidos fora de seu território nesta Copa. ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp Curiosamente, o "craque" do time é o único que nasceu em Curaçao: o atacante Tahith Chong, natural da capital Willemstad. Mesmo assim, tal qual seus outros 25 companheiros, Chong também teve sua formação no futebol europeu. Seria, então, a seleção de Curaçao uma "Holanda B"? Essa realidade levou o meiocampista Livano Comenencia, outro dos craques do país, a garantir que o país pode ser uma surpresa desta Copa: "Fomos formados jogando à maneira holandesa e temos muita qualidade e excelente técnica. Vamos surpreender muita gente", afirmou em entrevista à Fifa. Agora no g1 Holanda e Curaçao: ligadas pela História A peculiaridade do elenco curaçauense pode ser explicada pela História. O país caribenho, que tem apenas 160 mil habitantes, foi colônia holandesa durante quase 400 anos, entre os séculos XVII e XXI, e até hoje integra o Reino dos Países Baixos —que inclui a Holanda e as ilhas de Aruba, Curaçao e São Martinho, todas no Caribe. Curaçao conquistou o status de país autônomo —e não independente— apenas em 2010, com a dissolução das Antilhas Holandesas, e quando passou a integrar o reino neerlandês. Com o arranjo, a ilha tem governo, Parlamento, leis e moeda próprios, porém a Holanda ainda é responsável pela política externa e defesa. Resort Mangrove Beach Corendon, em Curaçao Reprodução Além disso, todas as pessoas que nascem em Curaçao ganham passaporte holandês. Mesmo assim, o fato de 25 dos jogadores curaçauenses terem nascido em diferentes cidades holandesas indica que um movimento migratório rumo ao ex-colonizador ocorre desde o fim do mercantilismo e da lógica de colônias. O caminho de retorno desses jogadores rumo à seleção de Curaçao, no entanto, pode ter variado, porque no futebol há uma série de razões —além da ancestralidade— pelas quais um atleta pode escolher representar uma seleção que não a de seu país de nascimento: vínculo maior com outro país, por conta dos pais ou avós; vontade de jogar uma Copa do Mundo, visto que pela seleção holandesa, no caso, a competição é muito acirrada; jogo de cintura entre as federações de futebol, para captar esses jogadores com alguma ligação com o país e, assim, expandir seu potencial esportivo. Vista de Willemstad, em Curaçao Karina Trevizan/G1

FONTE: https://g1.globo.com/mundo/noticia/2026/06/14/holanda-b-apenas-um-jogador-de-curacao-estreante-da-copa-nao-nasceu-no-pais-europeu-entenda.ghtml


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